Éric Tallon, Sophie Bárbara e Jérôme Poignard – Foto: Reginaldo Teixeira.

CAFÉ. ARTE. PARIS.

Santa Teresa acordou em francês. Jérôme Poignard abriu Cidades Líquidas – Rio, Paris, Café no Bar dos Descasados. O endereço, por algumas horas, pareceu mais rive gauche do que ladeira carioca. Eric Tallon, cônsul-geral da França, fazia as honras. Sophie Barbara, diretora do hotel, recebia com a elegância de quem conhece o ritual. Colecionadores. Diplomatas. Arquitetos. Designers. Artistas. O Rio que ainda troca ideias antes de trocar cartões. Nas paredes, Rio e Paris dialogando. Nas obras, o café virou tinta. Nas taças, espumante. Na varanda, a Baía de Guanabara lembrava que certas paisagens dispensam curadoria. A mostra fica em cartaz até 22 de setembro.

OITENTA. EM COMPASSO

João Bosco chega aos 80, no próximo dia 13 de julho. Sem discurso de despedida. Ao contrário: pegou o violão e marcou encontro com o público. A nova turnê chega ao Rio em 2 de outubro, lembrando que certas melodias escapam do calendário. O Bêbado e a Equilibrista, Corsário, Kid Cavaquinho, O Mestre-Sala dos Mares. Obras que já nasceram clássicas. No pacote, um álbum comemorativo, cercado de parceiros e admiradores de diferentes gerações. Faz sentido. João Bosco nunca pertenceu a uma época. Pertence ao cancioneiro brasileiro.

Bruno Pitanguy, Magno Moraes e Arnaldo Merian – Foto: Reginaldo Teixeira.

TRIBO FASHION

Pedro Novaes acaba de ganhar um novo sobrenome: Benetton. O ator é o rosto da linha We Are Tribe, coleção que faz da diversidade seu melhor figurino. Jovem, solar e com a elegância despretensiosa que o mercado adora, entra para o time da grife italiana em momento de renovação da marca. No mundo da moda, pertencer à tribo certa nunca foi apenas uma questão de roupa.

MERCEDES, SEMPRE PRESENTE

Em tempos de discursos apressados e memórias curtas, há quem prefira celebrar quem nunca desafinou diante da história. O coletivo Argentines Organizades comemora dois anos no Rio com uma homenagem à inesquecível Mercedes Sosa. Amanhã, dia 12 de julho, ao meio-dia, na Casa com a Música, na Lapa. Música, dança e a confraria latino-americana reunidas em torno da cantora que fez da própria voz um território sem fronteiras. Brasileiros, argentinos e amigos da boa cultura estarão por lá. Mercedes já dizia que era preciso distinguir o que deve mudar do que merece permanecer. Quase meio século depois, continua difícil encontrar frase mais atual. Algumas vozes não envelhecem. Apenas ganham razão.

PASSO CERTO

Os sapatos voltaram ao centro da conversa. E não por acaso. Claudia Matarazzo acaba de emprestar sua assinatura à coleção Equilíbrio, criada em parceria com a designer Priscilla Whitaker. A proposta é sedutora: provar que elegância não precisa sacrificar o conforto. Couro impecável, linhas clássicas, salto na medida e um detalhe cada vez mais raro nos dias de hoje: bom senso. Claudia conhece como poucas o ritual do bem vestir e sabe que mulheres sofisticadas preferem atravessar a cidade com leveza a desfilar sofrimento. Um luxo silencioso. Daqueles que não fazem barulho, mas chamam atenção por onde passam.