Daniela Spielmann – Foto: Divulgação.

MÚSICA QUE VIRA LIVRO

Depois de três décadas dedicadas à música instrumental, Daniela Spielmann reúne pela primeira vez em livro 25 composições autorais escritas em diferentes momentos de sua trajetória. Com o choro como uma de suas principais referências, a saxofonista e flautista também transita pelo samba, frevo, gafieira e jazz. As partituras vêm acompanhadas de QR Codes, que levam a gravações em áudio e vídeo. No Rio, o lançamento acontece nesta quinta-feira, 20 de agosto, na Livraria Folha Seca, na Rua do Ouvidor, com uma roda de choro reunindo Domingos Teixeira, Silvério Pontes e músicos convidados. Mais do que registrar uma obra, o livro permite que essas composições continuem sendo tocadas e ganhem novas interpretações.

O PRAIA IPANEMA PODE VOLTAR

Fechado desde 2023, o antigo Praia Ipanema Hotel, na Avenida Vieira Souto, voltou ao centro das atenções após uma decisão judicial que transferiu o imóvel à credora Gloria VIII SPE, em uma operação avaliada em R$ 223,1 milhões. O endereço, um dos mais privilegiados da hotelaria carioca, pode ganhar uma nova vida, em um projeto ainda a ser definido. Mais do que a mudança de controle, a movimentação reacende a expectativa de ver novamente ocupado um dos endereços mais emblemáticos da orla de Ipanema.

Valéria Barcellos na nova montagem de Ópera do Malandro — Foto: Edgar Machado/Divulgação.

UM NOVO OLHAR PARA GENI

Ópera do Malandro, clássico de Chico Buarque, ganha nova montagem no Rio, com direção de Jorge Farjalla, que revisita a história da Lapa dos anos 1940 e amplia o protagonismo das personagens femininas. No elenco, José Loreto interpreta Max Overseas Navalha, em alternância com Tiago Barbosa, enquanto Valéria Barcellos vive Geni. Pela primeira vez em uma montagem de Ópera do Malandro, uma atriz trans interpreta a personagem, descrita no texto original como travesti. A montagem incorpora ainda referências à religiosidade popular brasileira e está em cartaz no Teatro Multiplan, na Barra.

QUANTO CUSTA NAMORAR?

Namorar já foi sinônimo de jantar, cinema, uma mesa de bar, um presente no aniversário. Para uma geração acostumada a dividir praticamente tudo — do aluguel ao streaming — até o romance entrou na conta. Entre encontros, restaurantes, transporte e a expectativa de acompanhar nas redes uma vida que parece sempre acontecer em lugares melhores, o namoro ganhou uma dimensão financeira diferente para as novas gerações. Não por acaso, jovens começam a repensar não apenas quanto gastam para namorar, mas também o próprio modelo de relacionamento. E talvez esteja aí a parte mais interessante da história: quando o amor começa a pesar no orçamento, o que muda primeiro — o bolso ou a maneira de se relacionar?

O LEITE DEPOIS DO TREINO

Na era dos shakes, suplementos e fórmulas cada vez mais sofisticadas, o velho copo de leite volta a ganhar espaço. Pesquisas vêm apontando a bebida como uma opção interessante no pós-treino, por reunir proteínas de qualidade e contribuir para a saciedade. O curioso é que o alimento já estava ali, antes de toda a indústria dos suplementos. Para quem, como eu, nunca abriu mão de um copo de leite — especialmente à noite — a novidade soa quase como uma confirmação de um velho hábito. No fim, talvez nem tudo que faz bem precise vir em embalagem sofisticada.

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