
Monah Delacy entre Alexandra Martins, Antonio Fagundes e Christiane Torloni – Foto: Vera Donato.
DOIS DE NÓS: O SABOR DA MEMÓRIA
Alguns encontros têm o sabor da memória. Chega ao Rio Dois de Nós, espetáculo que reúne Antonio Fagundes e Christiane Torloni pela primeira vez juntos em cena, ao lado de Thiago Fragoso e Alexandra Martins. Com texto de Gustavo Pinheiro e direção de José Possi Neto, a peça mergulha nas relações, escolhas e caminhos que aproximam e afastam as pessoas ao longo da vida. Depois de conquistar plateias no Brasil e em Portugal, a montagem estreia no Teatro Axia Casa Grande, no Leblon, revelando uma das grandes forças do teatro: a presença, o encontro e a emoção de ver grandes artistas compartilhando o palco.
A GERAÇÃO DA TELA PEQUENA REDESCOBRE A TELA GRANDE
Durante anos, disseram que o cinema perderia espaço para o streaming. Mas a Geração Z parece estar escrevendo outra história. Criados entre celulares e plataformas digitais, esses jovens voltam às salas de exibição para viver um prazer que atravessa gerações: encontrar amigos, comprar uma pipoca, um refrigerante e assistir a um bom filme na tela grande. Mais do que uma sessão de cinema, a experiência coletiva voltou a ter valor. Porque algumas emoções ficam maiores quando são compartilhadas.
O SABOR CARIOCA GANHA A ORLA
A praia sempre foi uma das maiores mesas do carioca. Agora, esse jeito descontraído de comer de frente para o mar ganha uma celebração especial. De 1º a 31 de agosto, o Sabores da Orla reúne quiosques do Leme ao Pontal em um circuito gastronômico que valoriza os sabores da cidade. Mais do que uma competição, o festival celebra um dos maiores prazeres cariocas: uma boa comida, uma vista bonita e a arte de não ter pressa.

Gustavo Pinheiro, Tony Ramos e Lidiane Barbosa na estreia de Dois de Nós, no Teatro Axia Casa Grande, no Leblon – Foto: Vera Donato.
UM LETREIRO, MUITAS HISTÓRIAS
As cidades também mudam de roupa. Em Nova York, um dos símbolos mais conhecidos da Herald Square está prestes a se despedir: o icônico letreiro vermelho da Macy’s, que há mais de seis décadas faz parte da paisagem de Manhattan. Muito mais do que um anúncio, ele se transformou em ponto de encontro, referência para quem circulava pela região e cenário de incontáveis fotografias. Um daqueles lugares que, sem perceber, acabam entrando para a memória de quem passa por ali. Sua retirada lembra que até os grandes ícones urbanos acompanham o tempo. As cidades se transformam, mas alguns símbolos permanecem vivos na lembrança de quem as viveu.
OS BAIXINHOS TAMBÉM CRESCERAM
O reencontro de Xuxa com o público na turnê O Último Voo da Nave trouxe de volta muito mais do que músicas e lembranças da infância. Aos 63 anos, a apresentadora voltou ao palco com um figurino que remete à personagem que marcou gerações e, como era de se esperar, surgiram comentários sobre sua idade. Talvez a discussão não esteja na roupa, mas na forma como ainda encaramos o envelhecimento. Afinal, os baixinhos também cresceram. Hoje, muitos já passaram dos 40 anos e voltam aos shows não apenas pela nostalgia, mas para celebrar uma artista que acompanhou diferentes fases de suas vidas. Em tempos em que a longevidade ganha novos significados, o episódio lembra que envelhecer também é continuar sendo quem se é. O tempo passa para todos, mas talento, identidade e afeto não têm prazo de validade.
